Lula diz que 'tirania do veto' impede ONU de evitar 'atrocidades' e volta a dizer que Gaza sofre 'genocídio'

Em Nova York, Lula critica o veto na ONU, que impede o fim de "atrocidades", e classifica situação em Gaza como "genocídio" durante conferência sobre a Palestina.

Por g1 globo
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54781241008-1fd3ac4fec-4k.jpg Lula está em NY para primeira viagem aos EUA após tarifaço O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (22) que a "tirania do veto" impede o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de coibir "atrocidades". O presidente também voltou a dizer que o povo que vive na Faixa de Gaza sofre um "genocídio". "A tirania do veto sabota a própria razão da ONU evitar que atrocidades se repitam", afirmou o presidente. 🔎 O Conselho de Segurança da ONU é formado por 15 membros, mas somente cinco ocupam os chamados assentos permanentes e, com isso, têm direito a poder de veto. São eles: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Lula deu a declaração durante participação na Conferência Internacional de Alto Nível para discutir a situação da Palestina, em Nova York, na véspera de discursar na Assembleia Geral da ONU. Durante a fala, Lula voltou a chamar a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza de genocídio e que o direito de defesa de Israel contra o Hamas "não autoriza a matança discriminada de civis". "Não há palavra mais apropriada para descrever o que esta acontecendo em Gaza do que genocídio", disse Lula. Presidente Lula durante cerimônia no Planalto Ricardo Stuckert/PR A conferência foi convocada por França e Arábia Saudita para discutir uma "resolução pacífica" da guerra na Faixa de Gaza e a solução dos dois estados, um judeu e outro palestino. "O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel, quanto a Palestina tem o direito de existir". continuou o presidente. Durante a reunião, a França anunciou o reconhecimento do Estado palestino. Em discurso, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a decisão busca a paz entre israelenses e palestinos. “Recai sobre nós uma responsabilidade histórica. Devemos fazer todo o possível para preservar a própria possibilidade de uma solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança”, afirmou Macron. 🔎 Atualmente, mais de 140 países reconhecem o Estado Palestino, entre eles o Brasil. Outro movimento mais recente de reconhecimento foi feito por Reino Unido, Canadá e Austrália no último domingo (21). Os reconhecimentos têm sido vistos como um sinal político contra a expansão de assentamentos e a presença militar israelense em Gaza. França e Arábia Saudita lideram uma ação diplomática para influenciar outros países a favor da Palestina.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/22/lula-que-tirania-do-veto-impede-onu-de-evitar-atrocidades-e-volta-a-dizer-que-gaza-sofre-genocidio.ghtml
FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/22/lula-que-tirania-do-veto-impede-onu-de-evitar-atrocidades-e-volta-a-dizer-que-gaza-sofre-genocidio.ghtml