Dinamarca bane drones após novos sobrevoos em bases militares

Aparelhos sobrevoam instalações pela 4ª vez na semana; Europa em alerta e Alemanha cogita abater drones após violações aéreas atribuídas à Rússia.

Por g1 globo
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74109090-1004.webp Autoridades da Dinamarca passaram a semana em alerta máximo desde que drones levaram ao fechamento de aeroportos Steven Knap/Ritzau Scanpix/AFP/Getty Images via DW Após uma semana tensa em que o avistamento de drones levou ao fechamento de aeroportos na Dinamarca, autoridades do país registraram novos episódios na noite desta sexta-feira (26), desta vez na maior base militar do país, e na virada de sábado para o domingo em diversas instalações militares. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em resposta, as autoridades dinamarquesas proibiram civis de operar drones em todo o país até a sexta-feira seguinte (03), após o país receber líderes da União Europeia e de outros países europeus para uma reunião de cúpula na quarta e quinta-feira. "Estamos atualmente em uma situação difícil de segurança, e precisamos garantir as melhores condições de trabalho possíveis para as Forças Armadas e a polícia quando eles estiverem responsáveis pela segurança durante a cúpula da UE", justificou o ministro dinamarquês da Defesa, Troels Lund Poulsen. Novos drones sobrevoam maior base militar da Dinamarca, e UE planeja 'muro antidrones' Drones também foram avistados na Noruega e na Alemanha A Noruega também investiga se foi alvo de ação semelhante após avistar drones não identificados numa área próximo a Orland, principal base de seus caças F-35 e ponto importante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Já na Alemanha, o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, declarou neste sábado que um "enxame" de drones teria sido avistado no dia anterior ao norte do país, próximo à fronteira com a Dinamarca, e prometeu rever as leis do país para permitir que tais dispositivos sejam abatidos pelas Forças Armadas. No caso da Dinamarca, as Forças Armadas não identificaram a localização exata em que os drones foram avistados na sexta-feira, mas a polícia mencionou a base aérea de Karup, no oeste do país. O local é a principal base da Força Aérea Real Dinamarquesa e abriga todos os helicópteros, equipamentos de vigilância aérea e a escola de aviação. É em Karup também que ficam partes do comando de defesa da Força Aérea, segundo seu site institucional. "Posso confirmar que tivemos um incidente por volta das 19h15 da noite [horário local] que durou algumas horas. Um dos dois drones foram observados do lado de fora e sobrevoando a base área [de Karup]", afirmou o policial Simon Skelsjaer à agência de notícias AFP. "Nós não os abatemos." A polícia dinamarquesa não comentou sobre de onde os drones vieram, e informou que coopera com os militares na investigação do episódio. A base de Karup compartilha suas pistas de pouso com o aeroporto civil de Midtjylland – que, segundo Skelsjaer, chegou a ser fechado por alguns instantes, mas com pouco impacto para a aviação civil, já que não havia voos comerciais marcados para aquele horário. Já na noite de sábado para o domingo, as autoridades dinamarquesas informaram ter observado drones em diversas instalações militares do país, mas não detalharam como reagiram à ameaça. Dinamarca fala em "ataques híbridos" Os episódios deste fim de semana são os mais recentes de uma série de outros incidentes com drones que levaram a Dinamarca a fechar temporariamente vários aeroportos nesta semana, inclusive o da capital, Copenhague. Ao comentar o caso, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen falou em "ataques híbridos" e descreveu-o como o "mais grave ataque até agora à infraestrutura crítica dinamarquesa". "Há um principal país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e este país é a Rússia." O Kremlin declarou na quinta-feira "rejeitar firmemente" qualquer sugestão de envolvimento nos episódios com drones na Dinamarca. Via redes sociais, a embaixada russa falou em "provocação encenada". Os voos de drone começaram poucos dias depois de a Dinamarca anunciar planos para comprar, pela primeira vez, armas de precisão e longo alcance, argumentando que a Rússia seguiria sendo uma ameaça "por muitos anos". Episódios semelhantes também foram registrados recentemente na Polônia e na Romênia. Já a Estônia anunciou, no início da semana, que teve seu espaço aéreo violado por caças russos, e que precisou escoltá-los de volta com a ajuda de caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) operados por Finlândia, Itália e Suécia. "A Rússia está sendo acusada de quase planejar atacar a aliança do Atlântico Norte (Otan) e os países da União Europeia", queixou-se o ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, em fala à Assembleia Geral da ONU neste sábado. "A Rússia nunca teve e não tem nenhuma intenção do tipo. Contudo, qualquer agressão contra meu país terá uma resposta decisiva." Falando depois a repórteres, Lavrov advertiu que se qualquer país abater objetos no espaço aéreo russo, "vão se arrepender muito". A declaração vem em um momento em que a Otan tem cogitado abater caças russos. A possibilidade foi ventilada pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025. Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP Alemanha quer abater drones A UE também suspeita que a Rússia esteja por trás das incursões, algo que Moscou nega. "A Rússia está testando a UE e a Otan, e nossa resposta tem que ser firme, unida e imediata", declarou a jornalistas o comissário europeu para Defesa, Andrius Kubilius, nesta sexta-feira, ao defender a criação de um "muro antidrones" para defender o bloco de futuras violações de seu espaço aéreo. Na Alemanha, o governo quer autorizar as Forças Armadas a abater drones que representem um risco à segurança ou à infraestrutura, segundo notícia publicada neste sábado (27/09) no tabloide Bild. A decisão ficaria a cargo do Ministério da Defesa. Os planos de Berlim também incluem medidas técnicas e operacionais como o reconhecimento, classificação e defesa eletrônica de drones – por meio, por exemplo, de interferência de sinal ou de sistemas que permitam assumir o controle de dispositivos aéreos não tripulados, hackeando-os. (AFP, Reuters, dpa) Europa planeja "muro de drones" contra ameaças do leste
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/28/dinamarca-bane-drones-apos-novos-sobrevoos-em-bases-militares.ghtml
FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/28/dinamarca-bane-drones-apos-novos-sobrevoos-em-bases-militares.ghtml