Durante as andanças para cobrir o centenário Borborema, eu presenciei uma cena que diz muito sobre o espírito de quem realmente ama esta terra. Vi o ex-prefeito Vladimir Adabo ajudando a equipe a organizar o espaço do evento, carregando mesas e cadeiras com as próprias mãos. Não pude deixar passar e parei para bater um papo com ele sobre essa disposição e, claro, sobre a sua história com a cidade.
Vladimir, que hoje tem 62 anos, me contou com muito orgulho que no próximo dia 1º de julho ele completa exatos 40 anos de vida em Borborema. Natural de Itápolis, ele se considera um borboremense de coração, pois foi aqui que ele foi acolhido, construiu sua trajetória comercial e iniciou sua vida pública através dos movimentos da igreja.
O que mais me chamou a atenção na nossa conversa foi a sua filosofia de vida. Ele me explicou que não gosta apenas de "mandar fazer". Vladimir faz questão de dar o exemplo, de estar junto e de se dedicar pessoalmente às causas da cidade. "Eu gosto dessa parte, me sinto muito bem", confessou ele, com a simplicidade de quem sabe que o trabalho enobrece.
A emoção tomou conta quando falamos do futuro e do seu vínculo com o município. Com uma sinceridade contagiante, ele afirmou que sua vida hoje é Borborema e que sua gratidão por quem construiu a cidade ao longo desse século é imensa. Vladimir foi além e soltou uma frase que mostra o tamanho do seu amor por aqui: "Se eu morrer, é aqui que eu quero ficar".
É gratificante ver que a história dos 100 anos de Borborema é feita de pessoas assim, que não medem esforços para colaborar, seja como cidadão, comerciante ou gestor. Saí desse papo com a certeza de que o exemplo do Vladimir é um dos pilares que sustenta o orgulho de ser borboremenses.
Parabéns, Vladimir, pela dedicação de sempre, e que venham muitos mais anos de história!