Tratar o lipedema vai além da balança, destaca Dra. Ana Scabello

Médica explica que o acompanhamento deve considerar sintomas, inflamação, composição corporal e qualidade de vida, respeitando as necessidades de cada paciente.

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Tratar o lipedema vai além da balança, destaca Dra. Ana Scabello
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Para muitas mulheres, a dificuldade para perder medidas vem acompanhada de dor, inchaço, sensação de peso nas pernas e hematomas frequentes. Nesses casos, o problema pode ir além do emagrecimento e exigir uma investigação individualizada.

Em uma publicação nas redes sociais, a Dra. Ana Scabello, que atua em Medicina Vascular e Estética, ressalta que a balança não consegue contar toda a história de uma paciente com lipedema. Segundo ela, o tratamento clínico também deve observar inflamação, sintomas, composição corporal e qualidade de vida.

O que é o lipedema?

O lipedema é uma doença vascular crônica que afeta principalmente mulheres. A condição é caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Dor, inchaço e sensibilidade nas regiões afetadas também podem estar presentes.

Por suas características, o lipedema pode ser confundido com obesidade ou linfedema. Essa dificuldade de identificação faz com que algumas pacientes passem anos tentando emagrecer sem compreender completamente o que acontece com o próprio corpo.

Cuidado construído para cada paciente

De acordo com a Dra. Ana Scabello, tratar o lipedema não significa simplesmente perder peso. O acompanhamento pode envolver alimentação anti-inflamatória, atividade física, controle metabólico e hormonal, quando necessário, além de tratamentos complementares.

As estratégias precisam ser definidas após avaliação médica, considerando o estágio da condição, os sintomas e as necessidades individuais. Entre as possibilidades reconhecidas estão mudanças no estilo de vida, exercícios, terapias compressivas e outros cuidados destinados a reduzir desconfortos e melhorar a mobilidade.

O objetivo não é apenas modificar números ou medidas, mas controlar a doença, proporcionar mais conforto para a rotina e contribuir para a qualidade de vida.

Quando procurar avaliação?

Mulheres que apresentam aumento desproporcional das pernas, dor, inchaço persistente, sensibilidade ao toque ou facilidade para desenvolver hematomas devem buscar orientação médica. Esses sinais não confirmam isoladamente o diagnóstico, mas merecem uma avaliação especializada.

Reconhecer que o problema pode ir além do peso é o primeiro passo para abandonar tentativas frustrantes e iniciar um cuidado mais adequado.

Se você se identifica com esses sintomas, procure uma avaliação profissional. Com diagnóstico e acompanhamento individualizado, é possível construir uma estratégia voltada às suas necessidades e à sua qualidade de vida.

Instagram 
Dra. Ana Scabello


FONTE: dra.anascabello
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